top of page
Brown Cream Scrapbook Reading Through Time Presentation (6).png
  • Foto do escritorLuiz Andriguetto

Desenvolvimento pessoal: o importante papel do bibliotecário

Atualizado: 3 de abr.


homem com estante de livro e máquina de escrever
Imagem: Pexels.

Como já conversamos neste blog, a vertente de desenvolvimento pessoal da biblioterapia conta com o apoio de uma importante figura, o bibliotecário, que conta com um dia dedicado a ele, em todo 12 de março. Em homenagem aos profissionais do paraíso dos livros, neste post vou apresentar dez livros que podem auxiliar na cura de diversas doenças, tanto fisiológicas quanto emocionais.


O bibliotecário biblioterapeuta merece uma homenagem especial, pois desempenha um papel fundamental na promoção do bem-estar e na melhoria da qualidade de vida das pessoas por meio da leitura e da literatura. Através de sua dedicação e conhecimento, ele utiliza os livros como ferramentas terapêuticas, ajudando indivíduos a enfrentar desafios, superar dificuldades emocionais e encontrar conforto e inspiração.


Nas bibliotecas terapêuticas, o bibliotecário biblioterapeuta cria espaços acolhedores e acessíveis, onde os leitores podem explorar histórias que ressoam com suas próprias experiências, sentimentos e aspirações. Ele seleciona cuidadosamente livros que possam estimular reflexões, promover o autoconhecimento, fortalecer a resiliência e proporcionar momentos de escapismo e imaginação.


Além disso, o bibliotecário biblioterapeuta também desenvolve programas e atividades que incentivam a leitura como uma prática terapêutica, trabalhando em colaboração com profissionais da saúde mental para integrar a biblioterapia em contextos clínicos e comunitários. Seu compromisso em compartilhar o poder transformador da leitura torna-o um agente de mudança positiva na vida das pessoas.


Portanto, prestamos esta homenagem ao bibliotecário biblioterapeuta, reconhecendo e valorizando sua dedicação em usar os livros como ferramentas de cura e crescimento pessoal, tornando o mundo um lugar mais acolhedor, empático e inspirador.


Receba uma dose de coragem após esta leitura sensacional. 


O sol é para todos, de Harper Lee



Sucesso desde a sua publicação, em 1960, O sol é para todos, de Harper Lee, se mantém como um dos romances mais adorados em todo o mundo. Acompanhando três anos da vida dos jovens Jem e Scout Fincher numa terra de profundo preconceito racial, a história é pontuada pelo caso de um homem negro injustamente acusado do estupro de uma garota branca numa pequena cidade do Alabama. Retrato fiel do terreno sulista norte-americano no início dos anos 1930, foi eleito pelo americano Librarian Journal o melhor romance do século XX. Além disso, uma recente pesquisa com bibliotecários ingleses colocou a obra no primeiro lugar da lista dos livros mais importantes de todos os tempos - na frente, inclusive, da Bíblia e da trilogia O senhor dos anéis, de J.R.R. Tolkien. Scout, a narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Fincher, designado a defender Tom Robinson - acusado de estupro. Sobre esse pano de fundo, por meio de uma narrativa divertida e precisa, as duas crianças e seu amigo Dill passam a conhecer o estranho mundo em que vivem, encontram personagens inesquecíveis (Calpúrnia, Dolphus Raymond e, especialmente, o recluso Boo Radley) e descobrem os significados de palavras como respeito e tolerância. O sol é para todos, único livro de Harper Lee, com seu texto "forte, melodramático, sutil, cômico" (The New Yorker), vendeu mais de 30 milhões de exemplares e foi traduzido em mais de 40 idiomas. Em 1962, foi adaptado para o cinema num filme estrelado por Gregory Peck (que ganhou o Oscar por sua interpretação de Atticus Fincher) e Robert Duvall. Um clássico para todas as idades e gerações.



Narrativa capaz de mudar sua perspectiva da vida.


Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez



Com nova tradução e projeto gráfico, a editora Record relança o livro mais importante da obra de Gabriel García Márquez, vencedor do prêmio Nobel de literatura em 1982. O autor narra a incrível história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a mítica aldeia de Macondo. A narrativa desenvolve-se em torno de todos os membros dessa família, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula, uma personagem centenária e uma matriarca das mais conhecidas da história da literatura latino-americana.


Encontre seu direcionamento no relacionamento, trabalho ou vida.


Coelho corre, de John Updike




Pressão de todos os lados, frustração e zero sentido na rotina. Clichês à parte, mas seu barco parece estar naufragando? Esta é a mesma sensação de Harry “Coelho” Agstrom. No passado, ele foi um astro do basquete juvenil, um grande herói admirado e requisitado. Hoje, porém, ele é um jovem adulto, 27 anos, casado, com um filho (e um bebê a caminho) e convive com a sensação de que o melhor da sua vida ficou para trás. Diante das suas questões e insatisfações, o personagem apenas corre dos medos, riscos e “perigos” da vida. Tudo muda quando, diante de um frentista no posto de gasolina, Coelho chega à conclusão de que “o único jeito de chegar a algum lugar é pensar para onde você está indo antes de ir”.


Para amenizar a dor de quem sofreu um aborto.


A mulher viajante no tempo, de Audrey Niffenegger



Poucos episódios são tão traumáticos quanto um aborto. Um ambiente ensanguentado e a impotência de um médico diante da perda de um feto certamente é uma das piores dores da vida. Enquanto você se recupera, então, você precisa ler “A mulher viajante no tempo”. A história de amor entre Clare e Henry – que se conheceram quando ela tinha apenas 6 anos e ele 35. Calma, Henry não é um pedófilo, mas sim, um viajante no tempo. Quando os protagonistas finalmente se casam, começam a lidar com um grande problema: Clare não consegue engravidar. Foram cinco abortos espontâneos e a principal suspeita é a de que os fetos estejam herdando o “gene” da viagem no tempo – e deixando o útero antes do tempo. Um romance simplesmente inspirador!


Cuidando de alguém com câncer.


Um quarto para ela, de Helen Garner




O primeiro romance da autora australiana após um intervalo de 16 anos sem escrever. A autora narra a história de amizade entre Helen e Nicola. Helen se prepara para acolher sua amiga debilitada pelo câncer, que luta para não perder a fé e a esperança. O livro nos ensina sobre empatia, encorajamento e força quando nos deparamos com cenas – disfarçadas de tratamento – que estão levando uma das pessoas mais importantes da nossa vida irem embora gradativamente.


Para quem sente vontade de sumir e sair sem rumo.


Qualquer lugar menos aqui, de Mona Simpson



Se você convive com uma sensação de fuga constantemente, tem pavor de tudo o que te prende e sente que a estrada é seu lugar, encontramos uma bibliografia (perfeita) para você. Anne tem 12 anos e sofre de ansiedade por não ter uma residência fixa. Sua mãe, Adele, após romper do terceiro casamento entra num ciclo de mudanças de casa junto com a filha. O que faz a adolescente entrar em profunda crise consigo, pois ela compreende que precisa de estabilidade e uma rotina “normal” para se desenvolver como uma adolescente.


Problemas com alcoolismo.


O iluminado, de Stephen King



A história de Jack Torrance é arrepiante, mas dois grandes males acometem a sua vida: o consumo excessivo de álcool e seu temperamento explosivo. A combinação o levará a um hotel fantasmagórico onde, provavelmente, o personagem ficará isolado por vários dias até a neve cair. Até que ele entra em uma onda imaginária e de “espíritos” que lhe coloca diante de um legítimo gim – episódio que fará o leitor ir atrás de um suco de laranja em vez de um drinque (para sempre!).


Síndrome do pânico.


Mulher das dunas, de Kobo Abe



Só quem é “agorafóbico” sabe o desconforto de se ver em um lugar novo. Talvez o personagem Jumperi Niki se sinta da mesma forma e por isso decide viajar para uma região deserta e costeira, procurando por uma nova espécie de insetos. O trajeto seguia bem, mas a leitura nos surpreende com um ponto de virada ao se deprar com casas alojadas no fundo de buracos com 15 metros de profundidade.


Você se sente mal-sucedido?




Todo dia você recebe notícias de coisas boas da vida que estão acontecendo na vida dos seus amigos, familiares, conhecidos e vizinhos? O que acaba despertando uma certa confusão sobre o que você realmente quer, já que se afundou em seus insucessos e fracassos. Talvez Michel Faber tenha algumas respostas satisfatórias com seu enredo. Uma jovem heroína começa sua história em um lugar totalmente improvável: em uma zona de prostituição. Forçada a vender o seu corpo, Sugar cresce acreditando que não existe outra possibilidade de “ser aquecida”. Aprendemos com o escritor uma lição muito além do que questões de sorte ou pontos de partida, mas sobre elevar-se à sabedoria e determinar seu próprio futuro – e não o dos outros.


Uma amizade que se rompeu ou acabou.


Até mais, vejo você amanhã, de William Maxwell



A realidade de nunca mais rever alguém que amamos parece uma tragédia. Mas esse romance (um tanto triste, se prepare!) nos leva a refletir sobre o quanto vale a pena consertar uma amizade. Inicialmente, o livro conta a história de dois amigos vivem isolados nas vastas campinas, são únicos um para o outro. Cinquenta anos depois, o narrador muda o curso da história e nos ensina uma profunda lição sobre mágoas, ressentimentos, perdão e reconciliação. A maior premissa da obra é nos ensinar a nunca tratar um amigo de uma forma a qual você possa se arrepender no futuro.


Você já leu ou teve o interesse de ler algum desses, leitor? Vamos compartilhar nossas experiências nos comentários.


Até a próxima!




Créditos das imagens e resenhas: Estante Virtual.


14 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Commentaires


bottom of page