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  • Foto do escritorLuiz Andriguetto

Destaque Literário: Março, o mês das mulheres!

Atualizado: 3 de abr.


mulher sentada lendo um livro
Imagem: Pexels.

O destaque literário deste mês vai para o Dia Internacional da Mulher. Celebrado em todo 08 de março, a data tem origens históricas no movimento trabalhista e nas lutas das mulheres por igualdade e melhores condições de trabalho. Tem sido reconhecida mundialmente como um momento para celebrar as conquistas das mulheres em diversas áreas e para conscientizar sobre os desafios e as desigualdades que ainda enfrentam.


Por isso, como neste blog história nunca é demais, antes das sugestões de leituras, vamos fazer um regaste da trajetória das mulheres para entender um pouco mais das batalhas enfrentadas por elas.


Uma luta por direitos básicos


A origem do Dia Internacional da Mulher remonta ao início do século 20. Em 1908, mulheres trabalhadoras em fábricas de tecidos em Nova York organizaram uma greve para protestar contra as péssimas condições de trabalho e exigir melhores salários, redução da carga horária e direito ao voto. No ano seguinte, a primeira celebração do Dia Nacional da Mulher foi realizada nos Estados Unidos em 28 de fevereiro, em homenagem ao protesto das trabalhadoras.


Em 1910, durante a 2ª Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, na Dinamarca, uma proposta para estabelecer um Dia Internacional da Mulher foi feita pela socialista alemã Clara Zetkin. A ideia era criar um dia específico para promover os direitos das mulheres e pressionar por mudanças sociais e políticas. A proposta foi aprovada por unanimidade e o primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado no ano seguinte, em 19 de março, em vários países europeus.


Dois anos depois, as mulheres na Rússia continuaram a tradição de celebrar o Dia Internacional da Mulher com protestos e manifestações. Em 1917, em meio à Primeira Guerra Mundial e à Revolução Russa, as russas organizaram uma greve geral em 8 de março (23 de fevereiro no calendário juliano então utilizado na Rússia), exigindo "Pão e Paz". Esse protesto desempenhou um papel importante na Revolução Russa e, em 1921, o 8 de março foi oficialmente reconhecido como um feriado na União Soviética.


O Dia Internacional da Mulher continuou a ser comemorado em vários países ao longo dos anos, ganhando reconhecimento internacional pelas Nações Unidas em 1975, quando foi designado como o Ano Internacional da Mulher. Desde então, o 8 de março tem sido um dia para destacar as conquistas das mulheres, defender a igualdade de gênero e continuar a luta pelos direitos das mulheres em todo o mundo.


Livros escritos por e para mulheres


Existem muitos livros que podem aumentar a autoconfiança e promover o empoderamento. Para além do desenvolvimento pessoal, ler obras escritas por mulheres é uma forma de ampliar suas vozes e as questões que apresentam, ainda colocadas tão à margem na sociedade. Aqui estão algumas sugestões:


"Sejamos todos feministas", por Chimamanda Ngozi Adichie.



O livro é uma adaptação do discurso TEDx de Adichie sobre o feminismo, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé. Oferece uma perspectiva poderosa e acessível sobre o que significa ser feminista nos dias de hoje.


A autora se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância, Okoloma. “Não era um elogio. ‘Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!’.” Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e – em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “antiafricanas” e que odeiam homens e maquiagem – começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.


Neste ensaio preciso e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos: meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade.


Um trecho do livro: A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.


"A Coragem de Ser Imperfeito", por Brené Brown.



Embora não seja especificamente voltado para mulheres, este livro aborda questões fundamentais de autoaceitação, vulnerabilidade e coragem, que são importantes para promover a autoconfiança em qualquer pessoa. Como aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é.


Brené Brown ousou tocar em assuntos que costumam ser evitados por causarem grande desconforto. Sua palestra a respeito de vulnerabilidade, medo, vergonha e imperfeição já teve mais de 25 milhões de visualizações. Viver é experimentar incertezas, riscos e se expor emocionalmente. Mas isso não precisa ser ruim. Como mostra Brené Brown, a vulnerabilidade não é uma medida de fraqueza, mas a melhor definição de coragem.


Quando fugimos de emoções, como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso acabam se frustrando e se distanciando das experiências marcantes que dão significado à vida.


Por outro lado, as que se expõem e se abrem para coisas novas, são mais autênticas e realizadas, ainda que se tornem alvo de críticas e de inveja. É preciso lidar com os dois lados da moeda para se ter uma vida plena. Em sua pesquisa pioneira sobre vulnerabilidade, Brené Brown concluiu que fazemos uso de um verdadeiro arsenal contra a vergonha de nos expor e a sensação de não sermos bons o bastante, e que existem estratégias eficazes para serem usadas nesse “desarmamento”.


Neste livro, ela apresenta suas descobertas e estratégias bem-sucedidas, toca em feridas delicadas e provoca grandes insights, desafiando-nos a mudar a maneira como vivemos e nos relacionamos.


"Mulheres que Correm com os Lobos", por Clarissa Pinkola Estés.



Este livro explora contos de fadas e mitos através de uma lente feminista, encorajando as mulheres a se reconectarem com sua força interior e sabedoria ancestral.


Os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como criaturas terríveis e violentas. Na Grécia antiga e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente amamentava os heróis. A analista junguiana Clarissa Pinkola Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante.


Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, Clarissa descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Seu livro, Mulheres que correm com os lobos, ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos.


Abordando 19 mitos, lendas e contos de fada, como a história do patinho feio e do Barba-Azul, Estés mostra como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. Segundo a analista, a exemplo das florestas virgens e dos animais silvestres, os instintos foram devastados e os ciclos naturais femininos transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros.


Mas sua energia vital, segundo ela, pode ser restaurada por escavações psíquico-arqueológicas nas ruínas do mundo subterrâneo. Até o ponto em que, emergindo das grossas camadas de condicionamento cultural, apareça a corajosa loba que vive em cada mulher. Clássico dos estudos sobre o sagrado feminino e o feminismo, o livro é o primeiro de uma série de longsellers da Rocco a ganhar edição com novo projeto gráfico e capa dura.


"Eu Sou Malala", por Malala Yousafzai.



A história de Malala é um testemunho inspirador da resiliência feminina e da luta pela educação das mulheres. Sua jornada de coragem e determinação pode motivar e empoderar mulheres de todas as idades. Autobiografia da mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da Paz, escrita especialmente para o público juvenil.


Uma jovem comum, Malala Yousafzai gostava de acompanhar seus programas de TV preferidos, vivia brigando com os irmãos e adorava ir à escola. Mas em pouco tempo tudo mudaria. Ela tinha apenas dez anos quando o Talibã tomou conta do vale do Swat, onde ela vivia com os pais e os irmãos. A partir desse dia, a música virou crime; as mulheres estavam proibidas de frequentar o mercado; as meninas não deveriam ir à escola.


Criada em uma região pacífica do Paquistão totalmente transformada pelo terrorismo, Malala foi ensinada a defender aquilo em que acreditava. Assim, ela lutou com todas as forças por seu direito à educação. E, em 9 de outubro de 2012, quase perdeu a vida por isso: foi atingida por um tiro na cabeça quando voltava de ônibus da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.


Hoje Malala é um grande exemplo, no mundo todo, do poder do protesto pacífico, e é a pessoa mais jovem e a receber o Prêmio Nobel da Paz. Nesta autobiografia, em que ela conta sua história inspiradora para outros jovens como ela, Malala mostra que todos podem mudar o mundo.


"Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas", por Dale Carnegie.



Embora não seja especificamente sobre empoderamento feminino, este clássico livro de desenvolvimento pessoal oferece valiosas lições sobre como construir confiança e se comunicar de forma eficaz, habilidades importantes para qualquer pessoa que busca empoderamento. Um dos maiores clássicos de todos os tempos, é considerado a Bíblia dos relacionamentos interpessoais.


“O livro de desenvolvimento pessoal mais bem-sucedido de todos os tempos. Carnegie nunca foi tão relevante.” – The Times. Mais de 16 milhões de livros vendidos.


“Os princípios ensinados neste livro só funcionam quando são de coração. Não estou defendendo um conjunto de truques. Estou falando sobre um novo estilo de vida. Se inspirarmos as pessoas a perceber os próprios tesouros ocultos, poderemos fazer bem mais do que mudá-las – poderemos literalmente transformá-las.” – Dale Carnegie.


Ao longo de oito décadas, este livro se tornou a referência quando o assunto é o desenvolvimento das relações humanas, das habilidades sociais e da comunicação eficiente. Partindo do princípio de que é preciso se interessar genuinamente por aqueles com quem interagimos, ele mudou a vida de milhões de pessoas, fazendo-as se sentirem mais seguras, abertas e confiantes em seus encontros sociais e profissionais.


Com saborosas histórias, exemplos práticos e ótimos conselhos, esta é uma leitura prazerosa e fundamental para quem deseja criar bons vínculos, se tornar mais persuasivo, deixar uma marca positiva e inspirar os outros com energia e gentileza.


Esses são apenas alguns exemplos, mas há uma infinidade de livros disponíveis que podem ajudar a promover o empoderamento feminino e fortalecer a autoconfiança. A escolha do livro ideal pode depender dos interesses individuais e das necessidades específicas de cada leitora.


E você, leitor, qual livro escrito por mulher já leu e que te tocou? Vamos compartilhar nossas leituras.


Até a próxima!



Créditos das imagens e resenhas: Estante Virtual.

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