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  • Foto do escritorLuiz Andriguetto

O papel dos livros infantis na biblioterapia com crianças

Atualizado: 3 de abr.


Imagem: Lina Kivaka/Pexels.

Amanhã, 2 de abril, celebramos o Dia Internacional do Livro Infantil. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, em 1805. O autor foi o primeiro escritor a adaptar antigas fábulas para o público infantil, incluindo importantes lições de moral nas entrelinhas. Dentre as principais obras do autor está “O Patinho Feio”, “A Pequena Sereia”, “A Roupa Nova do Rei”, "O Soldadinho de Chumbo", entre outros contos.


A iniciativa para a criação do Dia Internacional do Livro Infantil foi do Conselho Internacional sobre Literatura para Jovens – IBBY, que comemoram esta data desde 1967. Esta data é destinada ao incentivo e conscientização da importância desde gênero literário para a formação de novos leitores.


O objetivo é promover o prazer da leitura entre as crianças, incentivar a descoberta de novos livros e autores, e destacar a importância da literatura infantil na formação das crianças como leitores e cidadãos conscientes.


Ninguém nasce sendo um leitor. Por isso, o incentivo ao hábito da leitura tem que começar desde os primeiros anos de vida da criança, e a literatura infantil é a porta de entrada para isso. Também é uma poderosa ferramenta de aprendizado, não apenas a nível de conhecimentos, mas principalmente de valores morais e éticos.


Os brasileiros comemoram o Dia Nacional do Livro Infantil no dia 18 de abril, homenageando principalmente os grandes autores deste gênero no Brasil. Destacam-se: Monteiro Lobato, Lygia Bojunga, Ziraldo, Ruth Rocha, Maurício de Souza, Cecília Meireles, dentre outros.


O que se pode aprender por meio da literatura infantil


Os livros infantis desempenham um papel significativo na prática da biblioterapia com crianças. A abordagem terapêutica utiliza a leitura e a literatura como ferramentas para promover o bem-estar emocional, o desenvolvimento pessoal e o autoconhecimento. No contexto infantil, os livros podem ser utilizados de várias maneiras:


  • Identificação emocional: Livros que apresentam personagens com os quais a criança pode se identificar emocionalmente podem ajudá-la a compreender e expressar seus próprios sentimentos.


  • Estímulo à empatia: Histórias que abordam temas como diversidade, inclusão e respeito às diferenças podem promover a empatia e o entendimento das crianças em relação aos outros.


  • Resolução de conflitos: Narrativas que mostram personagens enfrentando desafios e resolvendo conflitos de forma positiva podem servir como modelos e inspiração para as crianças lidarem com situações semelhantes em suas vidas.


  • Desenvolvimento de habilidades sociais: Livros que exploram temas como amizade, cooperação, trabalho em equipe e resolução de problemas sociais podem ajudar as crianças a desenvolver habilidades sociais e relacionais.


  • Autoestima e autoaceitação: Histórias que abordam questões relacionadas à autoestima, autoaceitação e superação de dificuldades pessoais podem fortalecer a confiança e o amor-próprio das crianças.


  • Estímulo à imaginação e criatividade: Livros com narrativas fantasiosas e estimulantes podem expandir a imaginação das crianças, incentivando a criatividade e a capacidade de pensar de forma livre e inventiva.


  • Aprendizado de valores: Livros que transmitem valores como honestidade, generosidade, coragem, responsabilidade e respeito podem contribuir para a formação moral e ética das crianças.


Sugestões de leitura

 

É importante que os livros escolhidos para a biblioterapia com crianças sejam adequados à faixa etária, interesses e necessidades individuais de cada criança. Aqui estão 10 sugestões de livros infantis que podem ser utilizados:

 

1.            "O Menino Maluquinho", de Ziraldo:



Este clássico da literatura infantil brasileira aborda temas como amizade, família e criatividade através das aventuras do Menino Maluquinho. Um menininho traquinas, diziam. Tinha macaquinhos no sótão, deitava e rolava, fazendo confusão. Um anjinho, um saci? Alegria da casa, liderava agarotada. Namorador, fazia versinhos, compunha canções, inventava brincadeiras. Era sabido, um amigão. Menino Maluquinho?, diziam sorrindo as pessoas. Não era, não! Só mais tarde descobriram que tinha sido um garotinho muito amado e, por isso mesmo, muito feliz.

 

2.            "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry:



Uma história atemporal que trata de valores como amizade, amor e compreensão, sendo uma ótima ferramenta para discutir questões emocionais com crianças. Apesar da presença explícita de dois personagens e do registro de um diálogo entre o aviador e uma criança, diversos aspectos autobiográficos estão presentes nesta narrativa, publicada pela primeira vez em 1945. Através de imagens simbólicas, as passagens de ordem temporal, na vida do autor, estão ali presentes: casamento/separação, profissões, sonhos, decepções. Os dois personagens tornam-se representações do próprio Saint-Exupéry, em um monólogo interior entre o "eu" e o "outro".

 

3.            "A Parte que Falta", de Shel Silverstein:



Um livro poético que aborda temas como autoconhecimento, busca pelo sentido da vida e aceitação de si mesmo. Com sua poesia hábil e sensível, Silverstein aborda neste livro a busca do autoconhecimento e da completude. A metáfora se dá por meio da história de um ser circular a quem falta uma parte. Otimista, ele se lança no mundo à procura de preencher esta lacuna. À medida que descobre o universo ao redor - e também a si mesmo -, percebe que as relações interpessoais são muito mais complexas e delicadas do que pensava e que a felicidade quase sempre está dentro de nós mesmos - e não no outro. Uma prova de que a liberdade é o maior bem que podemos possuir.

 

4.            "O Livro dos Sentimentos", de Todd Parr:



Uma obra colorida e acessível que ajuda as crianças a identificarem e lidarem com suas emoções de maneira saudável. Às vezes não dá vontade de inventar alguma coisa diferente, como... beijar um leão-marinho? Todd Parr fala sobre sentimentos e como devemos compartilhar todos eles com quem a gente ama.

 

5.            "Os Três Porquinhos", de Joseph Jacobs (versão ilustrada):



Uma narrativa clássica que pode ser utilizada para discutir temas como perseverança, trabalho em equipe e superação de desafios. Este conto, escrito por Joseph Jacobs, trata das desventuras de três porquinhos às voltas com a construção de suas casas e ameaçados por um lobo mau que quer fazer deles seu jantar. Cada irmão tem um temperamento e constrói casas totalmente diferentes. Mas qual delas resistirá ao assopro do lobo? Quem conseguirá fazer a casa mais durável e por quê?

 

6.            "O Monstro das Cores", de Anna Llenas:



Um livro que explora as emoções de forma visual e lúdica, auxiliando as crianças a compreenderem e expressarem seus sentimentos. A história estimula as crianças a identificarem as diferentes emoções que sentem, como alegria, tristeza, raiva, medo e calma, através de cores. Por sua história cativante, O monstro das cores tornou se o livro de cabeceira de milhares de famílias e educadores. O monstro das cores não sabe o que se passa com ele. Fez uma bagunça com suas emoções e agora precisa desembolar tudo. Será capaz de pôr em ordem a alegria, a tristeza, a raiva, o medo e a calma?.

 

7.            "A Árvore Generosa", de Shel Silverstein:



Uma história sobre generosidade, amor e reciprocidade, que pode ser utilizada para discutir valores e relações interpessoais. E a história acompanha o passar do tempo até a velhice do homem - que até o fim, já bem velho e cansado, é chamado de menino pela árvore. Em primeiro plano, uma lição de consciência ecológica; o homem pequeno, mesquinho, frente à generosidade e a força da natureza. No entanto, a dinâmica que vemos entre o menino e a árvore fala também da passagem do tempo e dos valores que são reavaliados com ela. A árvore ensina, por meio do afeto, uma relação de troca sincera e desinteressada - essa que o homem parece desaprender nas exigências da vida adulta.

 

8.            " ABC dos Sentimentos", de Andrea Araujo:



Se uma criança não souber dar nome ao que sente, como saberá entender seus sentimentos? O livro "Abc dos Sentimentos" é perfeito para iniciar a alfabetização emocional! Apresenta um sentimento para cada letra do alfabeto para criança pode identificar o que sente. Ele é adequado para crianças em fase de alfabetização com frases curtas e letras bastão. O livro permite que adultos e crianças interajam, dando início a educação emocional em um jogo de achar nas ilustrações, com desenhos que começam com a letra inicial do sentimento.

 

9.            " Um dia muito mal-humorado", de Stella J. Jones:

 


Uma grande onda de mau humor está se espalhando pela floresta! Começa com o urso, aborrece a toupeira... que se exalta com o ouriço, que é espinhoso com a raposa. Logo o mau humor do urso deixou todo mundo mal-humorado! será que um pouquinho de amor pode deixar todos felizes de novo?

 

10.         "O Lobo que Queria Mudar de Cor", de Orianne Lallemand e Éléonore Thuillier:

 


O lobo queria mudar de cor, mas não foi a melhor decisão que tomou. Depois de escolher tantas cores e não acertar em nenhuma, decidiu que afinal era mais feliz sendo ele mesmo. Esta é uma história que ensina a importância de gostarmos de nós tal como somos. Um livro que trata da aceitação das diferenças e da importância de sermos nós mesmos, incentivando a autoestima e a confiança das crianças.

 

Esses livros oferecem uma variedade de temas e abordagens que podem ser úteis na prática da biblioterapia com crianças, auxiliando no desenvolvimento emocional, cognitivo e social.


Já utilizou algum desses para a leitura com criança? Como foi a experiência? Conta para mim nos comentários!


Até a próxima!



Créditos das imagens e resenhas: Estante Virtual.

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